quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Espirito de Natal

Esta história é sobre o espirito do natal, não aquele com o proposito banal.
Esta história que fique registrado é sobre um espirito que veio para todo aquele que precisa ser vingado.
Era uma vez Juca, um garoto mal que como tal queria a vantagem em tudo e sendo assim andava a aprontar sem nem pestanejar.

Ladrão conhecido fez vários “amigos”, se dizia destemido e por todos era temido.
Era uma noite antes do natal e Juca foi fazer seus corres pois para ele já era normal.
Pegou seu boné, casaco, bermuda e chinelo e quase se esqueceu do item principal, um 38 prateado fenomenal.

Já era noite, pouca gente na rua, mas espere ao longe Juca vê: um senhor que distraído deve ser.
Juca se aproxima com malicia e com um movimento rápido fala: - Mãos ao alto isto é um assalto.
O senhor que com medo esta, fica indignando e em Juca lhe um soco dá.
Juca toma um susto e com seu trabuco 5 tiros disparados no senhor desamparado.
-Velho burro, isso que ganha me dando um murro.

Juca saiu feliz, levando dinheiro e celular do pobre velho que jazia ali.
Chegando em casa foi se arrumar, boné, relógio e por fim se perfumar pois a balada ele queria encarar.
De repente a luz acaba e Juca então fala: - Maldição! O que faço agora então?

Nesse momento Juca ouve passos, se vira, mas no escuro ele consegue apenas usar o tato.
-Quem esta ai? Fala logo antes que eu atire em você daqui.
Juca ouve uma vós então
-Garoto levado! Não se arrepende do que você fez de errado?
Juca olha para a porta e corre porem tropeça e o sangue escorre.
Ele se levanta com a mão na testa e na frente dele esta um homem, gorro vermelho e saco na mão e joga para Juca 5 pedaços de carvão.

-O que é isso? Saiu de algum circo?
O homem fala então.
- Menino levado, matou aquele pobre coitado só que esta é a noite antes do natal e hoje você vai pagar por esse pecado mortal.
Em um movimento rápido, Juca esta dentro do saco.
No dia seguinte, a casa de Juca esta cheia, repórteres, policia e curiosos todos vieram com o mesmo proposito.

Juca estava dentro do saco amarrado, pendurado no meio da sala, sangue pingando no chão em cima de 5 pedaços de carvão.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Queda

Não me lembro quando foi, só tenho lembranças do que tem acontecido, ou melhor, do que não tem acontecido.

Estou neste lugar terrível, esta escuridão que me engole e que esta em minha volta.

Estou caindo, sinto o vento batendo em minhas costas, pernas e braços como se fosse envolto pelo ar, mas continuo caindo e caindo, como se não houvesse um chão. Meu Deus! Eu vou morrer! Com toda certeza vou morrer quando esta queda ter seu fim. Me vem as malditas aulas de física na mente, falando de massa, velocidade e teorias da gravidade e me vem imagens de como ficaria meu corpo depois da queda, retorcido e achatado, sangue e entranhas para todos os lados.

Continuo caindo.

Estou caindo a quanto tempo? minha boca esta seca, minha barriga doí! Percebo que estou sem roupas.

Continuo caindo.

Agora me veio na mente! Estou neste maldito lugar a muito tempo, a muito mais tempo do que acho.

Estou tão cansado, me deixo dormir e durante o sono me vem imagens de pessoas, todos sem rosto mas podia sentir que estavam me olhando, apontavam para mim enquanto eu caia.

Acordo de repente, continuo caindo no vazio, ai me vem a angustia, penso agora não no fim da queda que seria um baque surdo e um corpo quebrado, mas sim, o medo de estar prezo em uma queda infinita sem a misericórdia da morte para dar fim a meu sofrimento.

Eu grito, golpeio o ar, choro, chamo pela minha mãe e amaldiçoo o destino por ter me jogado nesse lugar infernal, mas continuo caindo... caindo....

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Ultima parada - O vagão

Para quem encontre esta carta...

Esta é minha segunda carta.

Estou neste maldito vagão faz 2 dias, pelo que reparei ele começa a se locomover em um certo período. Como meu celular não funciona não tenho como ver as horas, mas imagino que seja por volta do mesmo horário que entrei neste vagão (entre 4:00 e 5:00 da manhã). O trem fica andando por varias horas até parar novamente, mas a escuridão não diminui e mesmo abrindo e fechando as portas, ninguém entra, mas quando o trem para sempre tem algo novo, talvez objetos esquecidos pelos passageiros, ontem encontrei alguns pacotes de salgadinhos e restos de uma lata de refrigerante, eu estava faminto e com sede, devorei os 2 e bebi o resto do refrigerante, imagino que os objetos e pessoas só venham para este lugar no período que eu fiquei preso aqui.

Nestes 2 dias, enquanto o term se locomovia normalmente pude ouvir sussurros, como conversa de pessoas e musica, mas pareciam estar vindo de muito longe mas estavam ao mesmo tempo em minha volta é estranho e difícil de explicar isso, é como se você estivesse dentro de uma caixa e pessoas falando em sua volta.

Hoje amontoei os corpos no outro lado do vagão! Meu Deus, haviam crianças lá! Corpos ressecados, parecia que tinham morrido de fome, mas olhando bem achei marcas estranhas nas costas, uma perfuração na coluna, isso me deixou com medo, verifiquei os outros corpos e havia a mesma marca.

Estou com medo.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Ultima parada

Meu nome é Wilton, tenho 27 anos e este é meu relato da noite em que desapareci, se acharem esta carta, favor avisarem para meus pais e minha noiva que eu os amo muito.

Endereço: ***************
Número: 25
Bairro: **********
Cidade: São Paulo - Osasco

Para quem quer que encontre esta carta, fica meu aviso! SAIA DESTE VAGÃO, FUJA O MAIS RÁPIDO E O MAIS LONGE POSSÍVEL, ESSE MALDITO VAGÃO VAI TE LEVAR E TE ATORMENTAR PELA ETERNIDADE E NINGUÉM VIRÁ AO SEU SOCORRO.


Estou deixando esta carta escondida, pois temo que eles possam encontrar e destruir os meus esforços para alertar as pessoas sobre este maldito vagão.


Estou esperando o trem na estação, é tarde da noite e o frio esta insuportável.

Ouço o trem chegando, vagarosamente, é irritante, parece que o condutor faz de proposito.

Ele para, entro no vagão e me sento, mas logo ouço uma vós feminina: "Este trem não prosseguirá viagem, favor desembarcar nesta estação".

Frustrante! Estou a horas esperando este maldito trem e ele vai ser recolhido? Levanto-me e vou em direção a porta para sair, mas repentinamente ela se fecha. Tento abri-la, porem a porta não se move, grito e ninguém aparece.

O trem começa a se mover, me acalmo e me sento, pelo menos aqui estou aquecido e quando chegar (seja lá onde for), explico a situação.

O trem fica rodando e vai para uma parte da linha totalmente deserta, só vejo arvores e mato pelas janelas, até que tudo fica escuro, era como se o trem estivesse em um túnel, comecei a ficar assustado pois não saiamos da escuridão.

O trem já estava a horas nesta escuridão, olho para o celular, afim de ver as horas mas ele não liga, talvez a bateria tenha descarregado, as luzes começam a piscar no vagão. A
gora realmente estou assustado, em um impulso eu aciono o sistema de emergência, mas o trem continua seu caminho.

fico andando de um canto a outro do vagão, as luzes estão piscando freneticamente agora, me sento e abaixo a cabeça tentando raciocinar o que poderia estar acontecendo, foi quando o trem começou a parar.

Fico aliviado, me levanto e vou em direção a porta o mais rápido que pude, mas quando olho para fora só vejo a escuridão. Era como se não tivesse nada do lado de fora, olho para baixo e só vejo mais escuridão interminável.

Eu grito: - Ei! Tem alguém ai? - O som ecoa para todos os lados, ninguém responde.

Me sento novamente, fico tentando entender a tudo aquilo, onde eu estava? O que era este lugar?

Foi quando comecei a ouvir passos, me virei e vi a silhueta de alguém. parecia usar um chapéu tipo daquele vilão chinês do James Bond.

Ele estava sentado no ultimo assento do trem, me levanto e caminho em sua direção, ao chegar perto o suficiente sou acometido pelo horror, era um esqueleto, olho em minha volta e vejo vários outros esqueletos e corpos, todos com roupas de épocas diferentes! Hippies, Punks, pessoas com roupas coloniais... Todo tipo de gente morta amontoada no vagão! Fico desesperado! Vou em direção da porta e ela se fecha rapidamente! Começo a gritar! Chorar! Vasculho os corpos em busca de um celular, porem não acho nada! Pego uma bengala e tento quebrar o vidro da porta, no terceiro golpe a bengala se quebra sem fazer um arranhão ao vidro.

Tento usar o dispositivo de segurança para abrir a porta, o dispositivo não funciona.

Eu agora sei o que vai acontecer comigo! Ficarei preso neste vagão esperando a minha morte, mas antes vou deixar um aviso escondido, uma carta para que as pessoas saibam e tomem cuido ao entrar em um vagão de trem na madrugada, você pode estar indo em direção da ultima parada.


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Trabalho

Estou em minha sala, muito trabalho acumulado se arrasta a meses e mais trabalho vem chegando.
Minha sala é um cubículo fechado, uma pequena janela com vista para um  jardim, uma porta de madeira, prateleiras abarrotadas de caixas nos 3 cantos da sala e um computador.

Hoje a quantidade de documentos que chegam esta fora do comum e o chefe já pediu urgência nos mais antigos. Pego a pilha de papéis que tem o tamanho de uma criança de 10 anos e divido em duas, começo a digitar.

Passa-se horas e a pilha não parece diminuir, pelo jeito terei de fazer hora extra hoje, frustrante perder uma sexta feira para ficar no trabalho.

Ouço um barulho de algo se arrastando.

Paro de digitar, abro a porta para ver se a faxineira esta fazendo a limpeza fora da sala, mas não tem ninguém, fecho a porta e continuo digitando.

Horas se passam e ouço novamente o barulho, percebo que vem do meu lado, olho para a prateleira mas nada esta fora do seu lugar, olho debaixo dela e não ha nada de errado.

Volto a trabalhar.

Um tempo depois ouço novamente o barulho de algo sendo arrastado, me viro e tenho a impressão de que a parede se moveu, é como se a sala estivesse diminuindo, definitivamente andei trabalhando demais! Impossível isto estar acontecendo.

Volto a trabalhar.

Depois de um tempo ouço novamente mas agora é mais alto, olho para a janela da sala e percebo: A janela desapareceu! Na verdade, a parede estava cobrindo a janela. Neste momento me desesperei, tentei abrir a porta porem ela estava trancada, gritei mas ninguém veio ao meu socorro, tentei arrombar a porta mas ela parecia feita de aço, apesar de claramente ser de madeira.

Eu estava preso!

As paredes começaram a diminuir cada vez mais ao ponto das prateleiras se encontrarem. Agora  minha sala devia ter espaço apenas para os documentos, as prateleiras, meus desktop e eu.
Tive de me sentar na cadeira para não ser esmagado pela pilha de papeis e as prateleiras que eram empurrados pelas paredes, algo se enrola em minha cintura e pernas, não consigo me levantar.

Fico desesperado, tento a todo custo me mexer mas estou preso.

Ouço o barulho de mensagem em meu desktop, era meu chefe, tento me comunicar e pedir ajuda mas me vem a seguinte mensagem: "Para melhor adequação nos procedimentos de desempenho da equipe, sua sala foi remodelada, lhe oferecendo maior praticidade para o desenvolvimento do trabalho e concentração nas suas tarefas. Por favor precisamos dos documentos prontos até segunda feira de manhã."

O que nos espreita

O medo é o sentimento mais primordial da humanidade.
Desde o tempo das cavernas a humanidade sente medo, medo da fome, medo de ter fraquezas, o medo de fracassar, mas o maior dos medos é o do desconhecido e nada representa melhor o desconhecido do que a escuridão. A sensação de não saber onde esta, do que há ao redor ou do que esta a espreita.

E se na escuridão houvesse algo mais, um universo diferente, não palpável mas que estivesse ligado com o nosso? O que aconteceria se a escuridão tomasse forma e nos assombrasse de tempos em tempos? E se a escuridão e o medo fossem um só ser?

"A escuridão pode nos pregar peças", meu pai sempre dizia isso, mas hoje acredito que a escuridão é algo mais, algo que nos domina com o medo e se alimenta do nosso desespero, a escuridão nos observa a todo tempo. Quantas vezes não pensamos que vimos algo pelo canto do olho e quando viramos não tem nada? Quantas vezes você não preferiu acender todas as luzes de casa pois o medo do escuro se tornou insuportável? As sombras nos rodeiam a todo tempo, elas nos observa e esperam o momento certo para agir. A noite é deles! Aqueles que dançam na escuridão e se banqueteiam de nossos medos, nos observam com olhos de fogo.

Meu nome é Paulo, e tenho 30 anos e vou lhes falar um pouco do que tenho passado a anos.
A primeira vez que eu vi a criatura da escuridão eu tinha 15 anos, estava deitado em minha cama, assistindo tv. Já era tarde da noite e estava sem sono, foi quando por algum motivo que não me lembro hoje, olhei para a porta do meu quarto, foi quando vi aquela sombra enorme me observando, com olhos como se fossem duas pequenas chamas. Fiquei paralisado com o medo, não conseguia me mexer mesmo sabendo que o podia fazer, mas só fiquei observando aquele ser e ele me observava, depois de alguns minutos o ser se virou para a parede e desapareceu como se tivesse entrado nela.

A partir dai comecei a sentir que era observado a todo tempo. Sabe aquele arrepio na nuca quando você esta sozinho? Era exatamente isso, algo estava me seguindo para onde eu fosse.

Aprendi a conviver com esta sensação.

Passado alguns anos veio a segunda aparição.
Eu estava deitado em minha cama, acordei e percebi que não conseguia me mexer. Não sei que horas eram mas na posição que estava conseguia olhar para baixo e ver minha pernas, foi quando senti algo subindo por elas.
Era um tipo de óleo preto, ele vinha subindo e cobrindo meu corpo, fiquei desesperado, comecei a me debater e aquela coisa subindo até chegar no meu rosto, entrando em minhas narinas e boca. Comecei a me afogar, estava tentando me debater mas por mais força que fazia era como se tivessem me amarrado, então eu desmaiei. Acordei e não tinha nada no meu quarto.

A terceira vez estava chegando em casa do trabalho, preparei minha janta e me sentei no sofá. Tive de me levantar novamente para buscar um copo de suco, quando me sento novamente, do lado da TV estava aquela mesma sombra de quando eu tinha 15 anos, ela ficava me observando e o medo me invadia como se fosse uma faca, entrando pela minha espinha e terminando no meu peito. Fiquei ali parado e assim como da ultima vez, o ser virou para a parede e desapareceu.

Hoje estava dormindo com a minha esposa e ouço o choro do meu filho, levanto e vou ver oque esta acontecendo. Ele tem 3 anos e nunca teve problemas com o escuro, muito pelo contrario, ele até gostava de dormir com as luzes desligadas. Encontro ele de pé no meio do banheiro, pego ele no colo e pergunto o que aconteceu e ele me fala: "A sombra estava me olhando".

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Off-Topic Avisos e lembranças de minha infancia

Ola a todos.

Estou aqui para falar que o blog não esta morto mas devido a eu ter tido uma demanda muito grande de trabalho e problemas tivemos esta pausa nos contos, mas estarei voltando com coisa nova.


E aproveito e peço que deixem seus comentários, isso é essencial para o blog continuar na ativa e melhorando a qualidade dos contos.



E para não deixar vocês na mão, segue um dos acontecimentos de minha infância.


Eu tenho essas lembranças de quando eu era pequeno, devia ter meus 5 anos de idade e lembro de brincar com uma prima minha em um campo de mato alto, e no meio do campo tinha uma casa de madeira.

Minha prima tinha cabelos longos, olhos castanhos, era morena e usava um vestidinho simples com estampa com varias frutas e só me lembro do apelido dela que era "Libélula". Lembro de ter ficado uma tarde toda brincando de esconde-esconde com ela e minha irmã. Só que minhas lembranças acabam quando chega o final de tarde, a gente se reunindo na frente da casa de madeira, uma casa rustica, pintada de branco mas a tinta estava descascando, uma grande porta de madeira com uma maçaneta de cobre já com sinais de corrosão e um barulho alto de batidas de dentro para fora.

Nesta parte é que acaba as lembranças, o som de alguém batendo com força a porta como se quisesse sair e nós 3 parados na frente observando.

Uma vez chegue na minha mãe e perguntei sobre a prima Libélula e a tal casa, ela disse que a gente nunca teve uma prima chamada Libélula mas se lembra de uma casa com aquelas características. A casa pertenceu a algum parente e ela foi destruída em um incêndio e a unica vitima foi uma garotinha.


quinta-feira, 21 de abril de 2016

O monstro



Estou correndo! Todos eles estão atrás de mim, não seu o que fiz, mas eles parecem estar com raiva. Nunca machuquei ninguém, nunca feri ou roubei, mas eles estão com raiva e ódio e vão chegar logo.
Estou correndo a hora, preciso descansar!
Adentro mais a floresta e acho uma pequena gruta, entro lá e tomo fôlego, estou cansado, meus pés doem, tenho arranhões por todo corpo e um ferimento na cabeça causado por uma pedrada. Eles estão perto, preciso correr.

Corro, eles continuam vindo, posso ver as tochas acesas, continuo a correr com lágrimas nos olhos.
Não sei o que fiz, simplesmente não sei, eles vieram na minha casa, me arrancaram de minha cama, meu Deus! Meus filhos! Minha esposa! Eu não sei o que fizeram com eles, eu tentei acorda-los, mas eles já estavam por toda a casa, não tive alternativa, pulei da janela e corri.
 Eu não aguento mais!
Eles estão chegando cada vez mais perto.

Deus por favor, me salve, salve meus filhos e minha esposa, salve minha família ou me de a vingança.
Eles chegaram, eles gritam palavras “Monstro”, “Aberração”... “Demônio”.
Eu não entendo, todos somos criações divinas, frutos da mesma mão que criou a tudo, porque eu sou o monstro?

Eles me alcançaram, fui jogado no chão, estão me batendo, não vejo os rostos, só enxergo a escuridão e mãos subindo e descendo com força.
 A raiva cresce dentro de mim, o ódio, porque eles fazem isso?
Consigo forças para me levantar, golpeio três deles e consigo continuar a correr.
Eles vão atrás de mim, são como cães atrás da raposa.

Estou desesperado, ouço um apito.

Eu vejo que o caminho tem um fim, um despenhadeiro. Deus, me ajude, tenha piedade deste servo.
Eles são incansáveis, estão se aproximando novamente e mais deles estão chegando.
Estou na beirada, olho para os céus e a vejo, ela esta de vestes negras, sua face pálida como o luar. Ela sorri! Por algum motivo a vós dela esta em minha cabeça, falando, é como a voz dos anjos, tem pesar na voz, mas transmite esperança! Eles chegaram, com suas armas ou com tudo que possa servir como uma. Eu sinto a pedrada atingindo minha cabeça, é o fim, então me deixo cair. E tudo se afasta, eles estão longe agora, o vento bate em meu corpo e ela esta lá, pronta para me levar para um lugar melhor, sem perseguições, sem ódio ou pesar. Só por um momento sinto á dor vindo, de uma vez, mas logo acaba.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Um homem no fim do universo.


Este conto foi feito pelo meu irmão, esse é parte de uma séries de contos que ele esta escrevendo, espero que gostem

Feito por: Gabriel Raauvendaal

Um homem no fim do universo.

Certa vez o viajante interplanetário se deparou com slov-t, um pequeno humanoide de pele pálida, longos cabelos prateados de corpo mirrado, de suas costas crescera um Tumor de Kutta (nome dado a um parasitóide que habita em uma das luas de Kutta em Delfos 15), seu tumor atingira já seus 800 anos de idade, apenas naquele corpo, enquanto o velho humanoide devia estar na casa dos milhares, o tumor crescera em suas costas, de forma que com roupas parece ser uma corcunda, o viajante já sabia o que iria encontrar, mas não tinha ideia de tamanha repulsa que sentiria ao finalmente encontra-lo. O ser deformado não conseguia conter a saliva dentro de sua boca, os poucos dentes que tinha, havia crescido tortos um em cima do outro, um dos olhos era totalmente branco, enquanto o outro era esverdeado, um braço atrofiado agarrava as costas do humanoide. O velho humanoide estende sua mão em direção ao viajante, o viajante pega de seu bolso 3 cristais de Milttia e coloca nas mãos do velho. O velho então se curva como se estivesse reverenciando um rei e então o tumor se ergue balbuciando palavrões em diversas línguas ao mesmo tempo.

- Quem me despertas, de meu tormento? Pergunta o tumor deixando escorrer um liquido esverdeado de sua boca nas costas do velho. - Vim atrás de respostas. O viajante respondeu.

- Faça, mas lembra-te que tens o direito apenas a uma questão. Retrucou o tumor. - Sei que é imortal, que já viveu em outros corpos antes de crescer nesse e ainda não conhece a morte, tem respostas para quase tudo, mas não para a morte, então me responda: Qual é o sentido da vida? O tumor olhou bem para o viajante, deu um leve sorriso e disse:
- A resposta para tua pergunta és simples, o sentido da vida na certa é a morte. Todo e qualquer ser vivente no universo, mesmo imortal, pode experimentar a morte, vivemos para um dia morrer, e por um dia morrer vivemos o quanto podemos, deixando herdeiros, legados para trás na esperança que um pouco de nós seja deixado para trás, mas a morte, é algo certo para todos nós, para alguns pode vir cedo, para outros muito tarde, mas na vida a morte é a única que não falha.

O viajante ficou ali alguns minutos remoendo em sua mente o que o tumor lhe disse, então pegou uma injeção de disetilina e apunhalou o lado esquerdo do peito, seus batimentos começaram a diminuir drasticamente, até que em fim veio a escuridão. Na escuridão ele caia em pleno vazio, sem ver o chão ele sabia que se aproximara cada vez mais de algo, seu corpo começa a ficar cada vez mais leve de modo que ser corpo começa a perder a velocidade, descendo lentamente até seus pés tocar o chão, ainda era escuridão, não havia paredes, não havia teto, não havia chão, apenas o vazio e a escuridão.

- Então a morte é assim? O viajante se perguntou.

- A morte nada mais é que um recomeço.. Disse uma voz na escuridão que soava como sussurros de milhares de pessoas ao mesmo tempo.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Como da primeira vez


Estou em meu quarto, já são 3:30 da manhã e por algum motivo acordei com esta sensação estranha de estar sendo observado. 


Tento me levantar mas algo me impede, é como se todo meu corpo fosse feito de chumbo, olho para a TV que esta ligada porem só tem estática e não aparece nenhuma imagem.
Tento gritar mas não sai voz alguma, é como se estivessem segurando fortemente minha boca.
Tento ficar calmo, já ouvi falar nisso, paralisia do sono, então tento relaxar e adormecer, mas esta 

maldita TV com seu ruído de estática e essa luz fraca não deixam, mas eu não lembro de ter deixado ela ligada. 

Então olho para a porta e é ai que reparo, tem alguém me olhando atrás da porta, eu entro em desespero, tento gritar me levantar, qualquer coisa para sair desta paralisia do sono, afinal, que hora mais horrível para estar neste estado, alguém invade sua casa e você não pode fazer nada, porem a pessoa só fica lá, parada, sem emitir nenhum som ou se mexe, simplesmente parada e então percebo, é como se a pessoa fosse feita de sombra, mas não uma sombra projetada por algo ou alguém, ela é sólida, como alguém feito de sombra, fico com medo, tento mais uma vez me mexer, mas não consigo, fico apavorado e então olho para a coisa e ela não esta mais lá, tento enxergar o ambiente mas só tem a TV ligada. 

Percebo então que algo subiu no meu pé e vejo que tem um tipo de óleo preto subindo pelo meu corpo, fico aterrorizado, tento a todo custo me mexer, gritar, porem nada dá certo, olho novamente para meus pés e a figura de sombra esta na frente da minha cama, me observando com grandes olhos de chamas e ao encara-los vejo tudo o que já fiz na vida, tudo de bom e de ruim, e vi todos meus amores, todos meus amigos, minha família e até pessoas que nunca vi ou conheci mas sabia que fizeram parte da minha vida direta ou indiretamente. O óleo preto entra em minha boca e narinas, começo a me afogar, mas ao menos uma coisa consigo fazer, pela ultima vez assim como fiz da primeira vez em vida... eu choro.
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