terça-feira, 28 de abril de 2015

A amante

A amante 

Carlos morava em uma pacata cidade do interior, ele era dono da de um pequeno armazém na cidade e era conhecido por todos.
Sua esposa Cristina o ajudava no armazém, ela era 10 anos mais nova que ele, muito jovem e bonita porem por conta do destino tivera seu filho com apenas 16 anos, bem antes de conhecer Carlos.
Carlos e Cristina eram aparentemente um casal feliz com um pequeno filho de 5 anos, peralta como qualquer criança deve ser, porem era a noite que a verdadeira face de Carlos surgia.
Depois do pequeno Jorge dormir, Carlos ia até o armário de ferramentas e tirava de dentro uma maleta de madeira fechado com cadeado, a chave estava guardada segura na corrente de prata de seu pescoço, a chave tinha ornamentos em prata, ouro e uma pequena pedra de brilhante como enfeite, ao abrir a maleta sua respiração fica rápida, ele já perdeu a conta de quantas vezes ele abriu essa maleta e a sensação sempre é a mesma, respiração forte, o suor nas mãos, borboletas no estômago a sensação de estar apaixonado. Ele abre a caixa, e retira com as mãos tremulas o pano de veludo que cobre a sua amada, ela é fria como o inverno, seus ornamentos são de prata e ouro que realça as suas curva, ela é afiada assim como deve ser a mente de uma mulher o cabo era feito de marfim, com vários entalhes esculpidos, eram formas de mulheres em varias posições eróticas, esta era sua amante e confidente e seu nome era Beatriz.

Carlos então ia carregando com carinho a Beatriz até sua poltrona, lá ele pegava sua pedra de amolar e começava seu trabalho, deslizando suavemente as curvas de sua amada, a tornando ainda mais afiada e se lembrando das inúmeras vezes no passado (antes de ser um respeitado comerciante dono de um armazém) as vezes que ele teve de usar sua amada para dar cabo de algum infeliz.

Cristina por sua vez já sabia o que iria acontecer, todas as noites começa o terror da pobre garota, era chegar em casa, preparar a janta, botar o filho para dormir e ir até o quarto do outro lado da casa onde começaria a seção de tortura, um lugar preparado para que ninguém ouvisse os gritos de dor, desespero e humilhação que tal jovem senhora tinha de se sujeitar.
Carlos então para de afiar Beatriz e olha para sua esposa, passa a língua nos lábios como já fizera milhares de vezes, se levanta e vai em direção da pobre Cristina, mas sempre com Beatriz a seu lado. Então ele segura o braço de Cristina e a leva até o quarto maldito, Carlos tira a roupa rapidamente, ele é um homem alto e forte, não é belo e é meio careca, ele se vira para Cristina, ela esta em um vestido simples, mas que acentua seus pequenos seios e as curvas de seu corpo, ela tem os olhos verdes, cabelos pretos e é magra, e neste momento os olhos passam vermelho devido às lágrimas que escorrem, ela tenta se afastar, mas ele é rápido e forte, a pega pelos braços e com um movimento ela já esta nua. Ele então monta em cima dela, como um animal ele a morde onde a marca não vá aparecer, ele continua, sempre trocando de posições, humilhando a pobre Cristina com frases "Você me pertence", "Ninguém iria querer uma mulher como você", "Você tem sorte por eu te aceitar" e aos urros Carlos sempre grita "Beaaaaatriiiiiiz!!!" invocando a sua mortal amante que sempre esta entre ele e sua esposa.

Cristina se sente humilhada, desonrada, ela não aguenta mais o medo e o pavor, ela não aguenta mais o ódio que sento por Carlos, as humilhações, as marcas arroxeadas de quando ele "se empolga demais", em meio aos urros de Carlos e a dor das mordidas, ela vê Beatriz, sua rival mas que nesta noite será sua companheira, em um movimento rápido ela pega Beatriz e crava no peito de Carlos.

Carlos cai para traz, não entendendo ao certo o que houve até olhar o mar de sangue que há em sua volta, ele olha para seu peito e vê Beatriz, ele é acometido pelo medo mas logo o medo se vai e dá lugar a luxuria, ao prazer, ele passa a mão em Beatriz sentindo suas curvas, ele fala "Como o vermelho lhe cai bem meu amor", Cristina olha de longe, encolhida, ela vê o rosto de Carlos e se depara com uma imagem que vai lhe atormentar a vida toda, enquanto Carlos morre ele lambe os lábios como fizera tantas vezes durante o casamento, os olhos ardentes de prazer e enquanto sua vida esvai em um fluxo de sangue constante, na mente de Carlos só vinha apenas um pensamento "Enfim somos um meu amor!".

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